Ela preferia a escuridão da noite, o brilho das estrelas em
sua janela. A visão da Lua a lhe observar. Era a noite que ela podia ser
realmente ela, onde seus sonhos poderiam por algumas horas saírem do papel.
Uma menina sonhadora que só queria ser feliz no mundinho em
que criou para si. Ser o que sempre quis ser, fazer o que sempre sonhou fazer.
Sem aquele medo de não ser julgada sem ser apontada pela primeira falha que
vieste a cometer no decorrer da chegada.
Lá no cantinho que ela separou para si ela sabia que não
correria risco, porque somente ela continha essa entrada premiada para esse
mundinho reservado para tão poucos privilegiados.
E é por um destes motivos que ela amava a vasta imensidão da
escuridão a noite a invadir o seu coração.











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